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O objetivo deste Blog é informar, debater e unificar o setor aeronáutico para todos que fazem parte ou apenas admiram tudo o que se passa por dentro deste setor.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Helibras apresenta, no Rio de Janeiro, um novo conceito em configuração interna de helicóptero

Clientes e jornalistas do Rio de Janeiro vão conhecer, em setembro, uma nova proposta em termos de configuração interna de aeronave. Trata-se do EC145, o helicóptero que terá uma versão executiva configurada pelo estúdio de design da Mercedes-Benz.

No Brasil, já foram comercializadas quatro unidades desse modelo – três para o mercado executivo e uma para uso parapúblico. Em todo o mundo, já existem 315 unidades em operação, totalizando 325 mil horas voadas, sem contar com outras 300 unidades adquiridas pelo Exército dos Estados Unidos e outras cinco em atividade na escola de ensaios em voo da Marinha norte-americana.

EC145 Stylence (Style + Silence)

Especialmente desenvolvido para oferecer o máximo conforto, o EC145 Stylence combina tecnologia avançada e design inovador para criar uma experiência sem paralelos. Devido ao baixo nível de ruído e de vibração internas, pode-se voar tranquilamente dentro do EC145, que ainda oferece muito espaço para bagagem mesmo com todos os lugares ocupados.

Na configuração executiva – segmento no qual a Helibras possui 46% de participação -, o EC145 foi concebido dentro do conceito “Stylence”, que o torna um dos helicópteros mais silenciosos do mundo, graças ao baixíssimo nível de ruído e vibração internos. É uma máquina de reduzido impacto ambiental, que apresenta consumo mínimo de combustível e baixa emissão de poluentes

Seu espaço interno de 8,08 m³ também é outro destaque. Acomoda até oito passageiros com muito espaço para bagagem e, nas configurações parapúblicas, permite total acesso para macas e equipamentos, de forma longitudinal, através de amplas portas traseiras.

“Essas diversas configurações, sobretudo no mercado executivo, podem ser conseguidas em curtíssimo prazo e com poucas intervenções, o que caracteriza do EC145 como um helicóptero de muita versatilidade para seus usuários. Além disso, é uma aeronave de manutenção fácil, com ótima relação operacional custo/benefício por horas de voo.” afirma Julien Negrel.

EC145 Mercedes-Benz Style

Esta mesma aeronave terá uma versão com o interior desenvolvido pelo Mercedes-Benz Advanced Design Studio, a ser comercializada a partir de 2011. A Helibras já exibiu uma maquete deste helicóptero durante a LABACE – Feria de Aviação Executiva realizada em São Paulo, no mês passado.

Trata-se de um projeto conjunto entre a Eurocopter (controladora da Helibras) e a Mercedes-Benz, que desenvolveu uma proposta inovadora de elegância e estilo para helicópteros de uso privado, com a utilização de materiais, arranjos e iluminação interna inspirados em alguns dos veículos da fabricante de automóveis alemã.

Ficha técnica EC145 Stylence

Capacidade: oito passageiros e 1 ou 2 pilotos

Peso Máximo de Decolagem: 3.585 kg

Velocidade de cruzeiro: 246 km/h

Alcance: 680 km

Motor: 2 turbinas Turbomeca Arriel 1E2 de 738 shp cada

Comprimento: 13,03 m

Altura: 3,96 m

Apresentação para imprensa (com sobrevoo)

Data: 09/09/2010

Local: Helirio – Av das Américas, 13750 – Barra da Tijuca

Horario: 10h00

Sobre a Helibras

A Helibras é a única fabricante brasileira de helicópteros. A empresa é associada ao Grupo Eurocopter, maior fornecedor mundial do setor, controlado pela EADS - European Aeronautic Defence and Space Company. Com participação superior a 50% na frota brasileira de helicópteros a turbina, a Helibras está em atividade no Brasil desde 1979 e mantém instalações em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Sua fábrica, que emprega mais de 300 profissionais e tem capacidade de produção de 30 aeronaves por ano, está localizada na cidade de Itajubá (MG), onde são produzidos diversos modelos que atendem aos segmentos civil, governamental e militar. Desde sua fundação, a Helibras já entregou mais de 500 helicópteros no Brasil, sendo 70% do modelo Esquilo. Em 2009, a empresa teve um faturamento de R$ 357 milhões. Mais informações: www.helibras.com.br


Sobre a Eurocopter e a EADS

Fundado em 1992, o Grupo Eurocopter possui fábricas na França, Alemanha e Espanha e emprega mais de 15.600 profissionais. Em 2009, a Eurocopter confirmou sua posição de líder no mercado de fabricação de helicópteros nos mercados civil e parapúblico, com um volume de vendas de 4,6 bilhões de euros, pedidos para 344 novos helicópteros e uma representação no mercado de 52% nos dois setores. A Eurocopter está presente em cinco continentes por meio de 18 subsidiárias e empresas afiliadas.

Os produtos do grupo representam 30% da frota mundial de helicópteros. Mais de 10.500 aeronaves da fabricante estão atualmente em operação por cerca de 2.800 clientes em 140 países. Mais informações: www.eurocopter.com

O Grupo EADS é líder mundial nos segmentos aeroespacial, de defesa e serviços relacionados. Em 2009, faturou 42,8 bilhões de Euros e empregou mais de 119 mil pessoas. Além da Eurocopter, o Grupo inclui a Airbus, a Airbus Military, a EADS Astrium e a divisão Defesa & Segurança. No Brasil, além da Helibras, a EADS está presente através da EADS Brasil, da EADS Secure Networks Brasil e de escritórios de representação da Airbus Military e da Spot Image. Também é acionista da Equatorial Sistemas. Mais informações: www.eads.com.br

Fonte: EADS

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A Aviação Civil da China detectou há alguns meses falhas técnicas em aviões Embraer E-190

A Aviação Civil da China detectou há alguns meses falhas técnicas em aviões Embraer E-190, mesmo modelo que aquele que se acidentou na última terça-feira no nordeste do país, causando a morte de 42 pessoas e deixando 54 feridos, informou a agência oficial "Xinhua".
De acordo com a fonte estatal, tinham sido detectados problemas técnicos em um dos 30 aparelhos deste modelo que operam na China (cinco da Henan Airlines, à qual pertencia o avião acidentado, e 25 da Tianjin Airlines). Ainda não se sabe, porém, se o acidente foi causado por falha técnica ou humana.
As investigações preliminares mostram que o avião aterrissou longe da pista, causando a destruição da cabine e uma pequena explosão que incendiou parte do aparelho.
De acordo com a "Xinhua", a Aviação Civil chinesa realizou em junho uma reunião para discutir os problemas, entre eles fendas em placas das turbinas e informações erradas nos sistemas de controle de voo.
Horas depois de receber informações sobre o acidente, a Embraer enviou uma equipe de especialistas a Yichun, a localidade do nordeste da China onde o avião se acidentou, para ajudar a investigar o fato.
Enquanto isso, a Henan Airlines, que só conta com aviões do modelo da Embraer em sua frota, suspendeu temporariamente todos seus voos, entre eles o que faz a rota entre Harbin e Yichun (iniciado há apenas duas semanas).
O aeroporto de Lindu, nos arredores de Yichun e onde aconteceu o acidente, foi reaberto nesta quinta-feira, um dia antes de ser completado um ano de sua inauguração, segundo a "Xinhua".
O diretor-geral da companhia aérea, Li Qiang, foi destituído e substituído pelo chefe de pilotos da Shenzhen Airlines, empresa proprietária da Henan.
A imprensa local chinesa mostrou dúvidas sobre a capacidade do aeroporto de Yichun, inaugurado em 2009, para realizar voos noturnos, assim como o local do aeroporto, aparentemente rodeado de massas florestais (o próprio nome da instalação, Lindu, significa "Capital da Floresta").
Os investigadores também destacaram, por outra parte, que por enquanto há sinais de uma possível sabotagem.
O acidente põe fim a uma sequência de quase seis anos sem acidentes na aviação civil chinesa. O último tinha acontecido em novembro de 2004, quando um Bombardier CRJ-200 da China Eastern Airlines caiu pouco depois de decolar na cidade de Baotou, da região autônoma da Mongólia Interior, causando 55 mortes.
Por conta do acidente desta semana, grandes companhias aéreas nacionais como a China Eastern e sua concorrente China Southern organizaram reuniões de emergência para revisar as medidas de segurança de seus aparelhos.
Muitos dos feridos no acidente continuam recebendo tratamento, e, segundo os médicos, cinco crianças que viajavam no avião se encontram em estado "crítico".
Quatro delas sofreram queimaduras em seu aparelho respiratório e estão em situação muito grave, segundo o médico Wang Yongchen, subdiretor do hospital onde estão sendo tratadas, em Harbim.
Outros 10 feridos estão em situação grave, entre eles um vice-ministro do Governo chinês que viajava no aparelho, cujo nome não foi revelado, por enquanto.
EFE via Folha Online

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Agências reguladoras ficam sem verba

Num momento em que serviços públicos enfrentam problemas sérios, contingenciamento das verbas chega a 85,7% das receitas

Renée Pereira

Sem prestígio na atual administração, as agências reguladoras amargaram no ano passado o maior corte no orçamento desde que foram criadas, em meados da década de 90. O contingenciamento, que em 2002 era de 65,6%, cresceu tanto no governo Lula que alcançou 85,7% das receitas totais, segundo levantamento da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), com informações do Tesouro Nacional.
Entre 1998 e 2009, cerca de R$ 37 bilhões deixaram de entrar no caixa das agências para reforçar o superávit primário do governo federal. Só em 2009, foram R$ 8 bilhões, referentes a receitas diversas, como royalties, taxas de fiscalização cobradas das concessionárias e bônus. Normalmente, esses recursos não podem ser usados para outras finalidades, por isso entram no superávit.
Um dos principais reflexos da asfixia das agências é a fiscalização dos serviços públicos, cuja qualidade tem se deteriorado nos últimos anos. Sem dinheiro suficiente e quadro de funcionários restrito, a capacidade para detectar falhas no mercado e exigir melhorias diminui sensivelmente. Isso dá margens para a piora na prestação de serviços ao consumidor.
No setor aéreo, o aumento da demanda provocou o caos nos aeroportos e testou a paciência dos passageiros. O último episódio, ocorrido no início do mês, escancarou as fragilidades da Agência Nacional de aviação Civil (Anac), que não conseguiu evitar o colapso provocado pela Gol ao mudar seu sistema de dados. No fim do ano passado, o mesmo havia ocorrido com a TAM, que mudou o sistema de check-in.
Um dos fatores por trás dessa dificuldade para detectar problemas futuros é exatamente a falta de recursos. No ano passado, a área de fiscalização e regulação da Anac contava só com R$ 20 milhões para garantir o funcionamento da aviação civil dentro de padrões internacionais de qualidade e segurança, conforme dados da ONG Contas Abertas. Neste ano, dos R$ 34 milhões autorizados para a área, R$ 10 milhões foram contingenciados.
O setor de energia, embora mais evoluído, também padece da mesma deterioração nos serviços, cuja demanda tem crescido de forma expressiva. Em 2006, por exemplo, o tempo que o brasileiro ficou sem luz foi o mais longo desde a privatização, com uma sequência de apagões que se estendeu até este ano.
Embora a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirme que realizou fiscalizações acima da meta física do Projeto de Lei Orçamentária Anual, o volume caiu em relação a 2008. O planejamento inicial era fazer 2.017 fiscalizações, mas foram realizadas só 1.866 por causa do corte de verbas, conforme Relatório de Gestão referente a 2009.
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO, via NOTIMP

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Avição em atraso



Estamos acompanhando esta semana o caos nos atrasos em mais de cinquenta por cento dos voos na empresa aérea Gol, aqui deixo o fato e a preocupação aos eventos em que o Brasil irá sediar...

Aos profissionais que estão tentando entrar no mercado, encontram grandes dificuldades para conseguir uma oportunidade. As empresas estão com uma carência muito grande de profissionais com mão de obra qualificada, porém as empresas estão exigindo uma grande experiência para contratar estes profissionais. A questão é que não tem como exigir experiência se não tiver a oportunidade para adquiri-las, já estamos presenciando uma grande confusão em todos os seguimentos do setor aeronáutico.

Sabemos que com os eventos que iremos sediar, o mercado que terá uma grande expansão será o da aviação. Se já não temos pessoas com experiência no mercado, ao chegar os eventos as empresas irão começar a contratar pilotos, técnicos em manutenção e controladores sem experiência alguma... Como consequência terá uma grande possibilidade de desastres envolvendo milhares de profissionais e pessoas civis. As empresas precisam contratar estes profissionais o quanto antes para que isso não ocorra.

É obrigação na Anac cobrar uma reação das empresas e acompanhar de perto se estes profissionais estão sendo devidamente treinados. Enquanto isso, vamos rezando para que nada aconteça.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Turbulência

Por João Doria Jr.
A decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de interditar 16 helipontos privados, em São Paulo, considerados irregulares, trouxe muita dor de cabeça a grandes investidores imobiliários, pilotos e proprietários de helicópteros. São Paulo é hoje a cidade com a maior frota de helicópteros do mundo, com 452 unidades. A redução de helipontos implica superlotação de outros. Os pousos só mudam de endereço.



Fonte: REVISTA ISTO É DINHEIRO, via NOTIMP

terça-feira, 1 de junho de 2010

TAP Manutenção descumpre convenção e demite em massa

Empresa aérea estrangeira não respeita legislação nacional


Direção SNA

Em uma demonstração de total desrespeito a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a TAP Manutenção demitiu um grande número de trabalhadores. A empresa descumpriu as cláusulas 39 e 41, que dizem respeito à estabilidade e redução da força de trabalho. Assim como as outras companhias aéreas estrangeiras, a TAP não respeita a legislação nacional, só que com um agravante: o setor de Recursos Humanos é formado por brasileiros, presidido pela vice-presidente interina da TAP, Gláucia Loreiro.



Caso essa gestora cumprisse a CCT, não teria cometido essas irregularidades e nem precisaria enfrentar a avalanche de ações dos aeroviários que conhecem seus direitos e resolveram brigar na justiça. As demissões feitas de forma irresponsável por essa direção vão custar muito caro para a empresa.



A pior das contradições foi a criação do Programa de Pedido de Demissão Voluntária (PDV), no dia 12 de abril, após todas essas demissões. No comunicado interno da empresa, a justificativa é a necessidade de “adequar o quadro pessoal à atual demanda de produção, às necessidades de suporte administrativo e ao Plano Estratégico para 2010”. Por que a companhia não disponibilizou o desligamento voluntário antes de mandar embora boa parte de seu quadro de funcionários?



Semelhanças

Quem se lembrar do passado, vai perceber as semelhanças entre Gláucia Loreiro e a atual presidente da Varig Log, Lup Ohira. Além da dívida com o Plano Aerus, a chinesa despediu 3/5 de seu quadro de funcionários, que até hoje não receberam um único centavo da companhia. Apesar de pagar as rescisões, Gláucia Loreiro demite em massa e faz com que a TAP no Brasil siga o mesmo caminho da VarigLog.



Fato importante: não podemos tirar a responsabilidade do presidente da TAP, Nestor Koch, que incentiva essas demissões e pratica um salário muito abaixo da média do setor. O resultado é a saída voluntária dos mais jovens, que preferem trabalhar em outras empresas; os poucos que ficaram querem ir embora, uma catástrofe anunciada. O Sindicato Nacional dos Aeroviários já fez esse alerta aos mecânicos da TAP, na edição do jornal Aeroluta de fevereiro.



A TAP exigiu dos trabalhadores o sacrifício de aceitarem a redução de salário e jornada para melhorar suas condições, mas o que se vê é que a empresa economizou três milhões para pagar as recentes demissões. Com certeza, a precarização das relações de trabalho e prática de baixos salários é uma tática para que a companhia seja vendida a um valor acima do que foi comprado. Avaliando essa situação abusiva, a pergunta que se faz aos trabalhadores que sobraram na companhia é: “Até quando profissionais qualificados vão permitir essa exploração?”.



Com a palavra, TAP Manutenção.



Fonte: SNA

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Novo Projeto de Aeronave Turboélice

A Pratt & Whitney Canadá está desenvolvendo um programa de novas e avançadas turbinas para impulsionar a nova série de aeronaves turboélice como o ATR, Xian MA 60 e Bombardier Q400. A informação divulgada pela Pratt & Whitney também faz alusão a um novo projeto de aeronave(s) turboélice da Embraer. Até o momento, a Embraer nada divulgou sobre o assunto.

Enquanto isto, Joseph C. Anselmo, em sua coluna “Market Focus” da Aviation Week de 19 de abril, ao focalizar os lançamentos dos novos jatos comerciais da Bombardier, Boeing e Airbus, fez uma indagação a Frederico Fleury Curado, Presidente e CEO da Embraer, sobre os próximos passos da empresa nesse terreno.

“Resposta de Curado:

“Estamos nos preparando”

(We’re preparing ourselves.” E finalizou: “Não podemos gastar o resto de nossas vidas com os produtos existentes”.